Livros: Suicidas e Dias Perfeitos

img_20160916_203617447E aí pessoas!?

Cá estou eu, um século depois, pra escrever mais um conjunto de palavras para vocês. E, dessa vez, sobre dois livros que me viciaram nesses últimos dias. Sem mais delongas, vamos aos fatos…

Final de Agosto, começo de Setembro foi uma época muito aguardada nesse ano por motivos de BIENAL DO LIVRO (abro um parenteses apenas para destacar como esse evento é incrível). E, como estava me preparando ansiosamente para ir, saí pesquisando algumas opções de livros para montar a minha “pequena” listinha de compras.

Dentro dessas pesquisas, a procura de obras intrigantes e surpreendentes, muitos blogs, vídeos e resenhas me levaram a “Dias Perfeitos” de um jovem escritor carioca chamado Raphael Montes. Comprei, junto de outras 9 opções e, graças à sugestão de uma amiga no facebook, comecei minhas leituras por ele.

MEU DEUS!  Pensa num livro que te prende do começo ao fim.img_20160916_203746341 Uma escrita envolvente, um suspense muito bem desenrolado e, podemos dizer, perturbador.

Este livro narra a história de Téo, um estudante de medicina que conhece a jovem Clarice e se descobre encantado, a ponto de fazer de tudo para estar com ela. Tudo mesmo!  Sou dessas pessoas que amam um suspense, seja em filmes ou livros. E esse tem aquela coisa capaz de te deixar com uma pulguinha atrás da orelha pra saber o que vai encontrar nas próximas páginas, tanto que o li em 2 dias. Quando cheguei ao fim, confesso que tive que digerir o que aconteceu. Mas isso não apagou em nada o brilho da obra. Só não pense que essa é uma história de amor. É tudo, menos isso.

E foi graças a este livro que cheguei ao segundo: Suicidas, do mesmo autor.

Neste, a história gira em torno de 9 jovens que resolvem, por diferentes razões, participar de uma roleta russa. O livro tem uma narrativa interessante, que se passa em momentos distintos: as anotações do protagonista antes do “jogo”, as feitas durante o fato e uma conversa entre a delegada e as mães dos jovens, um ano após as mortes. E, assim como o outro, quanto mais você lê, mais você quer chegar ao final, saber os motivos deles, saber como tudo termina (dessa vez, um desfecho, digamos, arrebatador).

Se você também gosta de livros de suspense, vai AMAR conhecer o trabalho desse autor! Não posso falar muito sobre as histórias para não estragar a surpresa, mas já adianto que valem, e muito, a pena!

Ainda tenho mais alguns livros do saldo da bienal. Quem sabe, com eles, não apareçam mais alguns textos esporádicos por aqui!? Até lá, diversifiquem-se!

 

Experiência: Viagem para Jericoacoara!

Planejar uma viagem sozinha é um desafio e, nesse ano, como não consegui coincidir férias com família, namorado e/ou amigos, essa foi a minha escolha. Meu destino inicial era o Chile, mas por ser a primeira vez que iria para um lugar novo totalmente sem companhia, acabei optando por um brasileiro. Depois de muito pesquisar, a ideia de conhecer Jericoacoara me pareceu a mais atraente. (É sério, você já viu as fotos daquele lugar!?)

Depois de conversar e acostumar a mamãe com a ideia, comecei a ler e juntar cada vez mais informações sobre o destino. E aqui vai a uma dica: use e abuse de sites/aplicativos com depoimentos e avaliações de viajantes. Assim você começa a ter uma base na hora de reservar sua hospedagem, escolher os passeios que quer fazer e cuidados gerais a serem tomados. Foi com base nestas avaliações que fiz meu roteiro, claro, adaptando aos dias nos quais a passagem aérea não era extremamente cara.

Minha viagem começou numa quinta-feira, com um voo com direito a conexão e tudo para Fortaleza. E lá passei a noite, em um hostel próximo à rodoviária que seria meu destino na manhã seguinte.

Como estava sozinha, optei por ir para Jericoacoara com o serviço rodoviário. Já tinha comprado as passagens de ida e volta pela internet e troquei os bilhetes no quiosque da empresa no aeroporto de Fortaleza, assim que cheguei. A viagem é longa, com cerca de 5 horas de trajeto em ônibus até Jijoca de Jericoacoara, mais 1h30/2h de Jardineira até a Vila. Uma coisa que valeu muito a pena foi que na própria Jardineira conhecemos um guia local que nos informou sobre alguns passeios pela região e deixou o contato que viria a calhar.

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Jardineira Simpática!

Logo que desembarquei, encontrei um cenário totalmente diferente daquilo que eu estou acostumada. Pra quem mora na região metropolitana e vai trabalhar todos os dias na capital do trânsito, dos edifícios, da modernidade, encontrar uma vilinha com chão de areia, ruas sem numeração e pessoas andando tranquilamente por aí não é difícil de estranhar. Do posto da empresa de ônibus segui para o meu hostel, praticamente a duas quadras de lá.

Mal fiz o check in e deixei minhas coisas no quarto, sai com mais duas garotas que estavam hospedadas no mesmo local para uma trilha ecológica em direção à Pedra Furada, um dos cartões postais de Jeri (apelido carinhoso da cidade). Vou falar com sinceridade que não foi a coisa mais fácil do mundo. A trilha conta com descidas e subidas complicadas, além do caminho de pedras. Mas é um visual que vale muito a pena.

Ao voltar para o hostel, já escurecendo, é possível ver que a vila não tem iluminação pública. As ruazinhas e becos são iluminados pelos restaurantes e estabelecimentos comerciais diversos. Apesar do ambiente rústico, o local é muito desenvolvido turisticamente. A oferta gastronômica é grande, há muitas lojinhas e barracas com artesanatos e souvenires e muitos estrangeiros andando para lá e para cá. Porém, muitos locais não aceitam cartões (ou oferecem um atrativo desconto para quem paga em dinheiro), portanto, vá preparado.

Para quem gosta de sair a noite, sempre tem alguma opção: um samba aqui, um forró ali, um reggae acolá. Mas eu, como não sou a pessoa mais da balada do mundo, me limitei a voltar para o hostel e dormir após a janta.

O dia seguinte foi dedicado ao passeio das lagoas. Fomos de van/pick up para quatro pontos: a Árvore da Preguiça, Praia do Preá, Lagoa Azul (chupa Brooke Shields) e Lagoa do Paraíso, a mais bonita e famosa de todas. O mais incrível é pensar que, mesmo com o tempo feio, com garoa e muito vento, o lugar continua lindo.

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Na volta do passeio, tentamos aproveitar outro ponto famoso da região: a Duna do Pôr do Sol. Mas, como no restante do dia, o tempo não favoreceu.

No dia seguinte, fizemos de buggy o passeio da Tatajuba, para o lado oposto da Vila. Confesso que andar de buggy é bem mais legal e lá é bem fácil de conseguir fechar o passeio. Na Rua Principal ficam vários bugueiros prontos para combinar os roteiros com os turistas. No nosso caso foi um pouco mais difícil por estarmos em três e faltava apenas uma pessoa para completar a lotação. Antes que você pergunte, sim, eles fazem o tour com menos gente, porém, consequentemente, fica mais caro pois o valor total é dividido por menos. Para nossa sorte, conseguimos um com o guia que nos auxiliou no começo da viagem e seguimos o roteiro por belas dunas, balsa, vimos cavalos marinhos, a região do mangue e uma praia bem agradável. Nesse dia pudemos contar com a presença do querido sol pra deixar nosso dia ainda mais incrível. No final, ainda pudemos ver um semi pôr do sol na duna. Uma experiência que, confesso, fez escorrer aguinhas dos olhos.

E antes que você ache que tudo foi perfeito, te digo que não! Bem na época que eu estava por lá, todas as pessoas começaram a passar mal por conta de uma virose. E, pra variar, acabei contraindo o vírus. No outro dia, fiz a mesma viagem longa de volta, mas dessa vez, graças àquele famoso remédio para enjoo, dormi o caminho todo.

Meu último dia, em Fortaleza, foi para me recuperar do baque da virose (e das queimaduras de sol nas costas e pernas) e, no final do dia, conhecer a famosa Feirinha da Beira Mar. O hostel onde me hospedei era no bairro Meireles, um ótimo lugar, com bastante coisa por perto e bem próximo à Av. Beira Mar, famosa pelo movimento na parte da noite. Era uma terça-feira e tinham muitos moradores e turistas caminhando, praticando esportes, saindo para comer…

No último dia, peguei o transfer do hostel para o aeroporto e voltei pra minha caótica São Paulo (lógico, depois de fazer escala no Rio e não ver a hora de voltar e matar a saudade da família e do amorzão).

Apesar do pequeno contratempo, foi uma viagem muito bacana, tanto pelo local como pelo crescimento pessoal que é viajar sozinha. Uma experiência que recomendo para todos. Você se sente mais confiante, mais livre, mais aberta para ver o mundo e conhecer pessoas. Mas isso já é conteúdo para outro post! 😉

Se você gostou do relato, teve alguma experiência parecida ou quiser alguma dica de onde ficar/o que fazer em Jeri, deixe seu comentário aqui ou lá no face. E não esqueça: Diversifique-se!

Sobre buscar, testar e se permitir: como me encontrei na música

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Antes de mais nada: Se você é dessas pessoas chatas e cheias de preconceitos musicais nem perca seu tempo lendo este texto. Não estou aqui para defender este ou aquele gênero musical, e sim para contar um pouco da trajetória dos meus cds, mp3 e playlists até chegar ao que eu sou atualmente. É uma forma de compartilhar experiências de vida entre vários estilos e, quem sabe, ajudar àqueles que, assim como eu, estão na constante busca do auto-conhecimento musical.

Bom, desde sempre, em casa, eu e minha irmã mais velha tivemos contato com estilos musicais diferentes. De um lado, a mãe ouvia aqueles clássicos dos anos 80 (que tocam naquelas famosas rádios “de mãe”) e era (e ainda é) fã de Queen e Elton John. Do outro, o pai assistia ao programa da Inezita Barroso todos os domingos e ouvia uma boa moda de viola e música sertaneja sempre que tinha a oportunidade. O legal nisso é que de nenhum dos lados houve tentativa de doutrinar-nos em algum estilos, mas podíamos aproveitar um pouco de cada. Até então, para uma criança dos anos 90, o que agradava eram aquelas coisas que estavam na mídia, que tocavam nas rádios por ai, nada que pudesse definir oficialmente um gosto musical. Dancei É o Tchan, queria casar com o Nick dos Backstreet Boys e com o Bruno do KLB, cantava alto com Rouge e Broz…

Meu aprendizado só começou a aparecer algum tempo depois.

Anos 2000. Época da efervescência emo/hardcore/afins. Quando os shows “pro hc” eram sucesso absoluto entre os (pré)adolescentes de São Paulo e região metropolitana. Época que minha mãe ainda não me deixava ir a shows sozinha, mas tinha contato diário no colégio com outras pessoas da minha idade que frequentavam esses mesmos shows e diziam que banda x ou y eram as melhores. Foi bem nesse momento que comecei a me interessar pelo rock e suas vertentes. Encontrei bandas incríveis, com letras que expressavam aqueles sentimentos loucos de adolescente, e com um som de certo modo agressivo que marcaram a rebeldia momentânea.

Por muito tempo carreguei estas músicas no ouvido e o estilo característico nas roupas e maquiagem. Até que houve a troca de colégio, o contato com pessoas de outras realidades e uma nova fase da vida. Com isso começaram a aparecer as primeiras baladinhas, daquelas que, apesar de ser menor de idade, sempre tinha alguém que conhecia alguém que conhecia alguém que acabava colocando a gente pra dentro. Digo a gente porque foi uma época que estava sempre na companhia da minha irmã. E como o que ela curtia na época eram uns pagodes, acabei entrando na onda. Não vou dizer que não era divertido. Talvez essa questão do “proibido”, do “quebrar as regras” era o que mais me movia. Cheguei a frequentar muito esse meio do samba/pagode. Até pelo menos meus 17 pra 18 anos era isso que eu ouvia. Letras fáceis, melodias dançantes e agradáveis. Mas, no fundo, eu me sentia deslocada, não me via naquele espaço, aquilo que era “cantado” não condizia com a minha realidade como eu havia experimentado na fase “emo”.

Foi então que resolvi juntar tudo em uma experiência. Já maior de idade e com companhia diferente (meu inseparável namorado), decidi que era hora de experimentar um show de alguma das bandas que ainda resistiam ao tempo, após a febre do emo baixar. E foi nessa decisão que comecei a me encontrar. Descobri que o que me atrai em shows de rock é o fato das pessoas não estarem lá só pelo flerte e pelo clima de balada. Elas estão lá pela música, pela banda. Elas não precisam estar carregadas de maquiagem, de salto alto e minissaia para se encaixar no ambiente. Basta uma camiseta básica e até mesmo surrada, um tênis e um jeans bom de briga. Vale o momento, vale entrar no mosh, vale se jogar do palco e aproveitar aquilo como se fosse uma experiência única.

Não, antes de qualquer dúvida, eu não me limito a um estilo. Gosto de algumas cantoras pop atuais, procuro explorar todas as vertentes possíveis do rock e me interesso um pouco por reggae e rap. Descobri que, por enquanto, é isso que me move. É disso que gosto. Resgatei em um gosto antigo a minha essência, sem tem perdido a chance de experimentar outras coisas.

Até hoje continuo com essa coisa de testar. Buscar gostos novos em bandas atuais e antigas. Explorar estilos diferentes. Acho que isso é o que todas as pessoas deveriam fazer antes de assumir uma postura radical de só gostar disso ou daquilo. Pra mim, o que forma as pessoas é a o bom e velho método da tentativa e erro. Tentar e errar, até chegar (ou não) a uma conclusão positiva.

Continuo tentando e errando. Quem sabe, daqui algum tempo, eu descubra que essa coisa toda do rock não tem nada a ver comigo. O lance de buscar, tentar e se permitir ainda continua. Agora mesmo, por exemplo, ando ouvindo loucamente a uma banda que eu já havia recusado no passado, se mostrou incrível para o meu presente e me levou a outra banda absolutamente incrível que pretendo levar pro futuro (Slipknot →  Stone Sour ♥), mas daí já é conteúdo para um próximo texto.

 O que vale é a máxima do blog – Diversificar!

E você, sempre gostou da mesma coisa!? Já tentou alguma música nova, só pra variar!? Conta pra gente! Comenta ai embaixo, curte lá no face, ajuda a colega ai!

Beijos e até a próxima!

Testando: Co-wash/Low Poo

Olá pessoal, tudo certo!?
Hoje vim aqui, depois de muito tempo, contar um pouco das minhas recentes peripécias com cabelos.

Bom, antes de chegar lá, eu nunca fui uma pessoa muito apegada com o cabelo. Ele já foi curto, bem curto, vermelho, ruivo, acaju, com mechas loiras, mas sempre com tendência a oleosidade.

Só comecei a me preocupar mais com cabelo do ano passado pra cá, quando decidi que deixaria ele crescer. E foi justamente deixando ele crescer que começaram a surgir aqueles problemas que todos conhecemos bem: ressecamento, pontas duplas, quebras, etc. Sem contar o fato das tinturas/tonalizantes frequentes que ajudaram a danificar bem as pontas.

No desespero, comecei a procurar mil resenhas de produtos e novas técnicas na internet (confesso que cheguei a ficar até um pouco compulsiva por isso) e, uma delas, foi o tal do low poo.

Tá, mas que raios é isso!?

O low poo é uma técnica que consiste em diminuir o uso de shampoos agressivos e produtos que tenham sulfatos, derivados de petróleo e silicones insolúveis na composição. Entre as alternativas para os shampoos com sulfato, está o co-wash, que é a técnica de lavar os cabelos com condicionadores livres daqueles componentes citados (que as pessoas chamam, carinhosamente, de proibidos)

No meio de muitas pesquisas, resolvi testar essa ideia, porém com um certo medinho do cabelo ficar seboso,  já que ele sempre seguiu pro lado dos oleosos e eu costumava lavá-lo todos os dias.
Como eu ainda tinha (e tenho) alguns produtos com componentes proibidos, resolvi testar por duas semanas, com produtos baratinhos. E já que não tenho muita paciência pra ficar lendo rótulos nas perfumarias/mercados/farmácias, peguei muitas dicas em blogs, grupos do facebook e com amigas que já praticavam tal técnica.

E o resultado foi……. ……

Por enquanto, amor! Muito amor!

Meu cabelo ficou bem macio, maleável, desembaraçado e feliz. Quanto a oleosidade, passei a acreditar no tal do efeito rebote (quanto mais você tira a oleosidade, mais seu cabelo produz), pois tenho lavado ele dia sim, dia não.


Ainda estou pensando na hipótese de, quando acabarem meus proibidos, me jogar de vez na técnica. Não tenho muitas informações propriamente científicas sobre o assunto e pretendo pesquisar mais sobre os prós e contras. Mas, para um primeiro teste, os resultados foram bem positivos. Quem sabe, também, logo não aparece uma nova febre pra fazer a cabeça da galera…

E você!? Já fez low (ou o no) poo!? O que achou!? Quais foram os resultados!?
Deixe seu comentário aí embaixo e aproveite pra curtir a nossa página lá no face!

Em breve (eu espero) mais novidades por aqui!
Diversifiquem-se!

Vamos falar de coisa nova…

Olá povos e povas!

Após um longo e sofrido hiato criativo (como eu gosto de chamar essas enormes pausas entre posts), começamos um novo ano cheio de gás e com muitos projetos. Um deles é retomar este blog, com uma nova identidade visual, porém sem fugir da proposta que é sempre inovar, buscar coisas novas e, como o próprio nome já diz, diversificar.

Vamos ver o que 2015 nos aguarda…

Feliz melhor ano das nossas vidas!

#monkeymind

Daí que venho escrever a minha apresentação para o diversificando-se e me deparo com a pergunta “What´s on your mind?” no espaço para escrever o post e, como eu costumo dizer esta é a ‘pergunta de 1 milhão de dólares!!!!’.

Puxa! Calhou com o que vou tentar escrever por aqui… de tudo um pouco, sobre a vida, o universo e tudo o mais… e também de livros, comida (nhamiiiii), bizarrices, excentricidades e o que mais os macaquinhos aqui mandarem! E aos pouquinhos vamos nos conhecendo!! :o)

ps: imagem roubada do google hahahaha prometo uma imagem mais bacanuda em breve #foimal

 

Experiência: Cruzeiro marítimo

Neste glorioso retorno das atividades do Diversificando-se, a equipe de uma pessoa chega para registrar as impressões das últimas férias.

Melhores férias do mundo

A Escolha

Depois de anos de trabalho e de duas férias sem viajar, nesse ano consegui tempo para programar as tais férias dos sonhos. Confesso que nunca havia feito nenhuma grande viagem e a ideia de praticidade de um cruzeiro foi o que mais chamou atenção.

Decididos que embarcaríamos nessa jornada, eu e meu namorado (melhor amigo, muso inspirador, companheiro, etc…) contratamos com uma agência um roteiro de 7 noites, saindo do porto de Santos, com paradas em Itajaí (Santa Catarina), Montevidéu (Uruguai) e Buenos Aires (Argentina). A companhia escolhida foi a Pullmantur, uma porque já tínhamos boas referências da empresa, outra, porque era o que melhor se encaixava nos nossos interesses de datas e roteiros.

Antes do embarque

No nosso caso, por praticidade, optamos por levar como documento nossos RGs, pois estavam em bom estado e dentro da validade (lembrando que para entrar em países do Mercosul não é necessário passaporte). Se você for fazer uma viagem do tipo, não esqueça de checar os documentos com ANTECEDÊNCIA, para evitar transtornos.

Cerca de três dias antes do nosso embarque, retiramos o voucher da viagem na agência. Nele estavam informações importantes como o número do localizador (para o momento do check in), dados dos passageiros, da cabine, informações gerais sobre a viagem e algumas dicas.

Na hora de fazer as malas, surgiram muitas algumas dúvidas. Que roupa levar!? E dinheiro!? Dolar ou Real!? E a tal da noite de gala!?

Como fomos em época de verão, levamos muitas peças leves como bermudas, camisetas e vestidos. Mas, como é sempre bom prevenir, levamos uma calça e uma jaqueta, vai que o tempo muda (e mudou…). Nos textos do site da companhia, eles informam a respeito da noite de gala. Optamos por algo formal, mas nada além de uma calça social e camisa para o Lucas (namorado) e um vestido longo para mim.

Em termos de dinheiro, levamos uma parte em dólar e outra em reais. Optamos por não levar pesos (uruguaios e argentinos). Dentro do navio se utiliza o dólar americano e, por onde passamos nas paradas, conseguimos fazer o câmbio para a moeda local.

No dia do embarque o porto estava lotado. Além do nosso, outros dois navios estavam de saída, então imagine a multidão. O check in, apesar de demorado, foi bem organizado. Na hora de despachar as malas você recebe uma senha que vai te acompanhar durante todo o processo até o embarque. Em seguida seguimos para o saguão de check in e aguardamos, aguardamos, aguardamos…

Como levamos o RG, tivemos que preencher a “Tarjeta Migratoria Argentina”, duas vias cada. Não é nenhuma coisa absurda e os funcionários da companhia estavam à disposição para esclarecer as dúvidas. Quando finalmente chegou nossa vez, foi apresentar os documentos, tirar as fotos de identificação e pegar os cartões da cabine. Os RGs ficam retidos e você recebe um comprovante para poder retirá-los no final do cruzeiro. Finalizado o check in,  era só aguardar o embarque e começar a melhor semana da minha vida.

No navio

Quando chegamos na cabine, as malas já nos aguardavam na porta. Nossa cabine era interna (sem janela) com uma cama de casal (duas de solteiro juntas), um armário com cofre, penteadeira, secador de cabelo, banheiro e televisão. Não era a maior do mundo, mas supria nossas necessidades e era extremamente confortável e funcional.

Nossa cabine

O navio em si era lindo e a tripulação super simpática e prestativa. No total eram 11 decks: 1 – tripulação; 2 – entrada e saída do navio; 3 – cabines; 4 – cabines e restaurante; 5 – restaurante, cassino, galeria de fotos, recepção, bar, sala de espetáculos; 6 – salão de eventos, cassino, loja, sala de espetáculos; 7 – cabines e área de internet; 8 – cabines (a nossa) e sala de cartas ; 9 – cabines e sala de leitura; 10 – buffet, piscina, discoteca, parede de escalada, spa; 11- academia. No começo a gente se perde muito um pouco, mas acostuma.

O buffet tinha horários definidos para servir café da manhã e almoço, mas você pode ir a qualquer momento dentro desse horário. Nos intervalos, massas, pizzas, lanches e frutas ficam à disposição.  Para o jantar no restaurante a la carte, você deve se apresentar no horário determinado (vem impresso no cartão da cabine). Sua mesa será sempre a mesma e os garçons que te servirão, também. O mais legal é que em todas as refeições você encontra opção vegetariana e diet. Quanto as bebidas, não vimos necessidade nenhuma em contratar a carta premium, pois tudo que consumíamos (refrigerante, sucos, chás, cafés, drinks tropicais e cerveja) estava no pacote all inclusive.

Em todos os dias do cruzeiro existia uma programação de shows, eventos e atividades. Tudo vem relacionado no “diário de bordo”, uma espécie de jornalzinho que os camareiros deixam na cabine na noite anterior.

Sala de espetáculos

Sala de Espetáculos

Paradas e Excursões

Como disse anteriormente, nosso navio fez o roteiro Santos – Itajaí – Montevidéu – Buenos Aires – Santos. Optamos por contratar excursão com a equipe do cruzeiro para Montevidéu e Buenos Aires, uma vez que não conhecíamos praticamente nada dos lugares. Os passeios foram ótimos, muito bem organizados e não tínhamos a preocupação em perder a hora de reembarcar. É obrigatório, independente de excursão ou não, levar o cartão da cabine de cada pessoa, pois ele serve como sua identidade.

 

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As guias das excursões eram nativas das cidades e nos deram ótimas dicas sobre compras, câmbio e etc. Os dois passeios que escolhemos eram os mais baratos (cerca de US$38 por pessoa) e tinham duração de 4 horas. Certo que não dá pra conhecer a cidade em pouco tempo, mas foi uma experiência muito válida.

Fim da viagem e desembarque

Na última noite do cruzeiro, recebemos uma etiqueta cinza (a cor varia de acordo com o deck) para identificação das malas e o documento de declaração de bens da receita. Arrumamos tudo e deixamos as maiores na porta da cabine. Ficamos apenas com uma troca de roupa e as bagagens de mão, com os bens de valor e documentos. Os RGs a gente pegou de volta na noite da última parada.

Tivemos que deixar a cabine às 08h. Passamos os momentos finais no buffet, curtindo o último café da manhã e aguardamos o desembarque que era feito de acordo com as cores das etiquetas de bagagem.

Quando chegamos no porto, recuperamos nosso bens e voltamos para o ABC.

Dicas e impressões finais

Gente, não é lenda: o mareio existe e a gente passou bem mal em dois dias de mar agitado. Nessas horas, vale comer uma maçã verde e evitar ingerir muito líquido.

A equipe do navio promove palestras sobre as excursões e procedimentos de desembarque. As informações sempre estarão no diário de bordo.

Na noite de gala, existem pessoas muito chiques e outras bem simples, então não tivemos problemas.

As fotos que a equipe do navio tirava eram bem salgadas (em torno de US$ 12 cada)!

A experiência do cruzeiro é maravilhosa. Acho que se o seu intuito é descansar e aproveitar a comodidade de ter tudo a disposição, é a melhor opção. E nós não tivemos praticamente nenhuma reclamação a fazer da Pullmantur como um todo.

Se você se interessou, pretende fazer uma viagem, ficou com alguma dúvida que eu possa ajudar, é só deixar um comentário ai embaixo.

É isso! Beijos e Diversifiquem-se!