O lado salgado da aparência

Hoje, em uma das minhas muitas idas aos shoppings,  me deparei pela primeira vez com a Sephora. Confesso que, como para muitas amantes de maquiagem, a loja pareceu um sonho. Perfumes, lápis, batons, sombras, paletas e tudo de mais renomado no mundo dos cosméticos estava lá na minha frente. Entrei deslumbrada e saí de mãos vazias, não por falta de vontade, mas sim por falta de dinheiro.

Não vou dizer que o que está lá seja ruim, ou que não mereça o valor monetário que tem. Porém, desde que comecei a investir meus trocados em produtos de beleza, encontrei nas perfumarias de bairro, nos catálogos e nas lojas “mais humildes” dos shoppings, produtos que satisfazem minhas necessidades diárias e que são extremamente competentes nas produções mais elaboradas

 

(Lá no Pinterest tem algumas fotos de algumas makes que fiz. Pretendo colocar mais)

Acho chato que, na maioria dos blogs, canais de youtube, páginas de redes sociais e etc, ainda há a cultura do “quanto mais caro melhor”.  A qualidade conta, LÓGICO. Mas, com sinceridade, não adianta você ter uma base da M.A.C, uma paleta da Urban Decay, máscara da Artdeco, sombras da Dior e sair por aí parecendo o Bozo. Técnica é tão, ou mais importante que o produto. O mix de azul da foto, por exemplo, foi feito apenas com um lápis turquesa da Vult e o delineador escuro da Max Love (e sim, ele durou o dia todo!).

Então peço para que, quem vier aqui por conta dos futuros posts de maquiagem, não venha pensando que vai encontrar indicação de produtos caros e de marcas chiques. Na verdade, pouco vou falar em produtos, e sim dicas de como usar cada coisa, combinar cores e inventar looks. Toques de alguém que não tem muito conhecimento técnico/teórico, mas que está sempre treinando e descobrindo novos truques na prática.

Posso um dia pagar a minha língua!? Talvez, acho difícil. Mas quando saímos da loja, olhei para meu namorado e disse: “Quando eu gastar isso em alguma maquiagem, pode me internar.”

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Quem dera esse momento durasse para sempre – UP ROCK FESTIVAL 4

E finalmente o Grande ABC volta ao cenário dos festivais de música independente, hard core e pop rock. Desde a época dos finados “ABC pro HC” pouco se falava em shows dessa dimensão pela região. Até que o Up Rock, que ontem realizou sua quarta edição no Espaço Lux, em São Bernardo do Campo, chegou para, aparentemente, conquistar os órfãos de músicas com pegada jovem.

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Dos shows da tarde/noite, chegamos a tempo de acompanhar o final da apresentação da Mash, da December e da banda principal, NX Zero. Nunca tinha visto, ouvido alguma música (ou escutado falar) das duas primeiras. Assisti a dois shows maravilhosos do NX e confesso que não tinha muitas expectativas para esse, por se tratar de um festival.

A quase uma hora de espera para o começo do show (que, segundo informações da senhora da bilheteria, estava previsto para às 21h) era desesperadora, porém justificável. O quinteto teve outro show, no interior de São Paulo, na tarde do mesmo dia, portanto qualquer atraso ou problema de percurso era compreensível. Mas o que acreditávamos ser um show apagado, se transformou em uma explosão de euforia por parte do grupo e do público.

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O setlist contou com apenas 3 músicas do novo trabalho (O CD “Em Comum”, lançado em 2012):  “Hoje o Céu Abriu”, “Maré” e “Ligação”. O restante foi uma mescla de sucessos, como “Só Rezo” e “Não É Normal”, clássicos como “Além de Mim” e “Razões e Emoções”, além de um tributo a um dos ídolos de uma geração, o cantor Chorão do Charlie Brown Jr. Até Legião Urbana foi lembrada neste show, com o hit “Que País é Esse?”.

Os shows do NX Zero conseguem se superar a cada dia. Uma banda com 12 anos de estrada, que valoriza sua trajetória e conquista sempre novos (e velhos) fãs merece o respeito e a consagração que tem.

Agora é esperar que os festivais nesse estilo se firmem novamente na região, que o NX tenha cada vez mais sucesso e que pessoas que não botam mais fé no rock nacional também se surpreendam com apresentações como a da noite de ontem.

Um canarinho sem forças pra voar

Eis que, em vésperas de finais de estaduais e foco total das equipes brasileiras na Libertadores e Copa do Brasil, surge mais um incrível (pero no mucho) amistoso da Seleção Brasileira e mais uma convocação de jogadores atuantes no país.

http://globoesporte.globo.com/futebol/selecao-brasileira/noticia/2013/04/r10-e-neymar-sao-chamados-para-amistoso-da-selecao-contra-o-chile.html

Acho que desestabilização deveria ser o verdadeiro nome de amistosos desse tipo.

Primeiro porque muitas equipes dependem de seus jogadores e vêem neles a garra e a motivação de toda a equipe (como o Neymar para o Santos, por exemplo).

Segundo, porque a probabilidade dessa seleção convocada para o jogo do dia 24 ser a mesma a enfrentar, em junho deste ano, os times da Copa das Confederações é mínima. Ou alguém ainda acredita que Daniel Alves, David Luiz, Hulk, Lucas, Marcelo, Thiago Silva e cia ficarão de fora do time principal!? Não digo por merecimento pleno, mas por fatores que não estão ao nosso alcance, eles terão um lugarzinho reservado no time de Scolari.

Terceiro, o Brasil vai enfrentar, nesse último teste, a incrível e magnífica seleção chilena. Apesar de eu acreditar que nenhum jogo é fácil, não é nem um terço do risco de pegar uma seleção forte, estruturada e desenvolvida como uma Espanha. Então não há muito no que se espelhar para uma referência de equipe ideal, ou mesmo se orgulhar com uma vitória (que não é mais que a obrigação, diga-se de passagem).

Cada novo time formado, um novo desafio a ser enfrentado e uma demanda de tempo para que exista um entrosamento mínimo se faz necessária. Hoje uma convocação com atuantes no futebol brasileiro, amanhã, jogadores de clubes de diferentes lugares do mundo, não há equipe que se estruture de forma decente.

Talvez Pelé tenha razão ao dizer que, para a Copa das Confederações. bases de clubes de sucesso como o Atlético-MG e Corinthians devam ser aproveitadas. Talvez estrelas isoladas não queiram formar uma só constelação. Talvez seja o momento do país acordar e perceber que nosso futebol não é mais aquela coisa mágica que nos enche de esperança.

Domingo pede macarronada

Um dos hábitos comuns de famílias italo-brasileiras é a macarronada no almoço de domingo. Aqui não poderia ser diferente, e hoje fui eu quem decidiu atacar de mestre cuca.
Resolvi incrementar o tradicional molho à bolonhesa e aqui vão as impressões:
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Inicialmente, a ideia era fazer um macarrão gratinado ao molho de calabresa, porém graças à uma falta de sucesso no mercado, optei pela carne moda.
O macarrão tipo gravatinha foi preparado normalmente. A diferença foi o processo de montagem: acrescentando, de forma intercalada, porções de molho, catupiry e massa ao refratário. Por fim, misturar tudo, cobrir com parmesão e levar ao forno até o queijo derreter.
O catupiry ajuda o molho a grudar na massa e da um toque especial ao prato.
Façam e depois me digam se, assim como aqui em casa, o macarrão incrementado fez sucesso.

Entre lutas e lágrimas – Warrior (2011)


Guerreiro (Warrior – 2011) é um filme desses que você não consegue assistir só uma vez. Uma mistura de drama e ação, lutas e lágrimas, MMA e problemas familiares.
Trata da história dos Conlon: Brandan, um professor universitário que, para sustentar mulher e duas filhas, se sujeita à lutas noturnas em boates em troca de dinheiro; Tommy Riordan, ex-fuzileiro naval que retorna à sua cidade natal e tenta se livrar dos fantasmas da guerra do Iraque; e Paddy Conlon, pai de Tommy e Brandan, um veterano de guerra ex-alcoólatra que luta para reconquistar seus filhos.
Por razões distintas, Tommy e Brendan decidem participar do SPARTA, campeonato de MMA (Mixed Martial Arts) cujo vencedor sai com 5 milhões de dólares.

Apesar de estarmos tratando de um filme com fortes cenas de luta (ótimas por sinal), Guerreiro é um daqueles filmes que faz até macho chorar, não pelo apelo emocional explicito, mas sim pela belíssima história e pela emoção que envolve as personagens centrais.
Destaque para mais uma incrível atuação de Tom Hardy (Tommy), com seu poder de transformação que vai de Bronson (2008) a A Origem (2010) e de Batman (2012) a Guerra é Guerra (2012), e também pelo talento de Nick Nolte que, inclusive, foi indicado ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por esse filme.
Apesar de possuir um final previsível (o que pode acontecer em um campeonato estilo “mata-mata” no qual dois irmãos estão participando?), Guerreiro mistura a dureza das lutas e do rancor com a sensibilidade dos dramas familiares tão normais no nosso cotidiano. Assista e depois venha me dizer se não escorreu ao menos uma lágrima até o final da história.

Benvenuto!

Música, filmes, estilo, dicas de viagem, maquiagem, esportes.

O que todas esses assuntos têm em comum!? São eles (e muitos outros) que farão parte deste mais novo blog.

Jornalista formada, técnica em turismo, em contato com diversas informações, pessoas, estilos. Que ama futebol, stand up comedy, games e música. Saudosista e modernosa ao mesmo tempo. Vive falando do passado, sem tirar a cabeça do futuro. De ideias radicais, defensora de seus próprios ideais, mas que gosta de um bom debate e quer ser constantemente desafiada.

Esse é o perfil da pessoa com quem vocês irão lidar daqui pra frente. Que já teve algumas experiências com blogs, todas sem muito sucesso. Mas dessa vez fará a diferença (ou pelo menos tentará)

Sejam bem vindos a um mundo diferente, descontraído e diferenciado. Venha e diversifique-se você também.