Teatro: EM BREVES

Muitas pessoas conhecem os Barbixas pelo espetáculo de improvisação teatral “Improvável”. O trio formado por Anderson Bizzocchi, Daniel Nascimento e Elidio Sanna conquistou plateias pelo Brasil a fora, sem contar os milhares de acessos no Youtube.

Nos dois últimos meses, quem foi ao Viradalata Espaço Capital pôde conferir o espetáculo de esquetes escritos e encenados pelos três integrantes do grupo. O “Em Breves”, que encerrou temporada no local na última terça-feira (25), apresenta, em curtas cenas, fatos absurdos e engraçados, uma mistura de cotidiano e histórias aleatórias que divertem a plateia durante rápidos 70 minutos.

E, por mais que alguns não conheçam, a peça é sucesso há alguns anos e já passou por diversos teatros da capital e do interior. Com uma mescla de esquetes novos e mais tradicionais, os Barbixas e não Improváveis provam que o talento deles vai muito além do que se pode imaginar.

Ficou curioso!?

A temporada em São Paulo acabou, mas algumas cidades ainda têm a chance de conferi-lo.  Acesse a agenda do trio e descubra. (http://www.barbixas.com.br/agenda.htm). Não deixe de prestigiar também o “Improvável” que terá semana especial no Teatro Tuca, em Perdizes, nos dias 04, 05, 06 e 07 de julho.

Para aguçar ainda mais, confira a Santa Ceia do “Em Breves”, que é um dos sucessos do grupo no Youtube

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Respeitando e revolucionando

Antes de mais nada, não! Eu não estou aqui para criticar ou apoiar as últimas manifestações, apesar de eu ser a favor do movimento e ter uma opinião formada sobre os recentes episódios. Quero apenas aproveitar, enquanto uma das discussões em questão é o transporte público, para expor uma opinião fundada em 7 anos de experiência diária nessa vida de ônibus, trem e metrô.

Todos nós já pegamos, estamos pegando ou um dia vamos pegar transporte público na vida. Sabemos que a qualidade do serviço que nos é oferecido infelizmente não condiz com o preço que pagamos na passagem.

Eu mesma, que além do transporte municipal de São Paulo  dependo de linhas intermunicipais, já passei por episódios lamentáveis, a ponto de aguardar longos períodos de tempo por um ônibus em uma parada atendida por cerca de 7 linhas, sendo que qualquer uma delas me serviria, ter que desembarcar de um outro veículo, nem na metade do meu trajeto, pois este estava infestado de mini baratas, ser completamente ignorada por inúmeros motoristas e um deles inclusive prender minha perna na porta porque eu, teoricamente, não tinha dado sinal (sendo que eu estava dentro do ônibus e havia descido para que as pessoas pudessem desembarcar).

Porém, cientes dos problemas a que TODOS são submetidos, percebo que uma grande falta de bom senso dos usuários acaba por tornar nossa viagem ainda mais caótica. Como assim!? Exemplifico:

  • Às vezes saímos cansados, depois de um longo e estressante dia de trabalho e, a única coisa que queremos, é voltar confortavelmente para nossas casas. Porém, nada nos dá o direito de tirar o que é de direito das pessoas, seja ela idosa, deficiente, gestante ou obesa. Se existe o assento preferencial ele deve ser respeitado, e pasmem, por AMBAS as partes. Você idoso, deficiente, gestante ou obeso, se ao entrar em um meio de transporte encontrar um assento comum e um preferencial disponível, aproveite o seu direito e use o lugar reservado para você.
  • Seja rock, pop, funk ou sertanejo. Música é um gosto pessoal e não deve ser compartilhado à força com dezenas de pessoas desconhecidas. E não, nem suas músicas divinas têm um desconto nessa regra. É proibido e, principalmente, bem desagradável. E, desculpa, mas não é possível que seu super ching-ling 4S com câmera de 389 mega pixels, android, TV e GPS não venha com um fone de ouvido. E se por um acaso não tiver, R$ 5 na 25 de março (fica a dica).
  • Imagina a cena: 18h. Estação República, linha 3 – vermelha do metrô. Tudo ocorre bem no meio da aglomeração. Eis que chega ele – O METRÔ VAZIO! Abrem-se as porteiras e a boiada ignorante desgovernada se matando para entrar naquele trem como se fosse o último de suas vidas. Não, eu não julgo o tempo das pessoas. Às vezes estamos atrasados para algum compromisso por problemas X ou Y. Mas isso não nos dá o direito de praticamente agredir o próximo aos empurrões.  Esse foi só um exemplo. Pode vir trem cheio, trem vazio, trem meio termo que as pessoas estão lá se socando cada vez mais. Lembre-se que estamos tratando de transporte público, e não de embalagem a vácuo móvel para pessoas.
  • Escadas rolantes, fixas e rampas das estações também devem ser respeitadas e utilizadas corretamente. Se existem dois espaços delimitados, por exemplo, significa que um lado é para quem deseja subir, e o outro para quem precisa descer. Procure também deixar a esquerda livre para os apressados de todo dia.
  • Se você está em sentado em um ônibus e vai desembarcar na última das paradas, permita que quem veio em pé, chacoalhando e sendo esmagado pelos outros passageiros, desembarque primeiro. Um minuto a mais, um a menos não vai mudar tanta coisa na vida de alguém que veio babando com a cabeça encostada na janela.
  • Por fim, se seu intuito é protestar por um transporte melhor, por redução de tarifas e etc, não destrua o patrimônio. Pense que aquele poderia ser mais um ônibus na linha que te deixa na porta de casa e você reclama pela falta de carros.

Se estamos lutando por um mundo melhor, vamos começar a mudança pelas nossas atitudes. Nem eu, nem você somos pessoas perfeitas. Cometer erros é normal. Mas eu já dei o primeiro passo a ponto de por a mão na consciência e perceber que aquilo que me incomoda pode incomodar o próximo caso eu o faça.

Esse texto é sobre o cotidiano no transporte público, mas a reflexão se aplica às filas de banco, problemas de trânsito, dia a dia na escola e no trabalho e todo tipo de situação na qual se envolvam outras pessoas. Respeitando o próximo estamos, acima de tudo, nos respeitando e firmando o direito de partir para a luta. Comece uma revolução também em você!

Livro: O Jogo da Minha Vida

Jogador de futebol não é atleta, é só alguém que ganha milhões pra chutar uma bola. Tem que cobrar mesmo, eles só fazem isso da vida. Ser jogador, no país do futebol, é muito fácil.

Quantas vezes já ouvimos ou dissemos frases desse gênero pra nos referir aos praticantes desse esporte tão venerado no Brasil. Pra quem pensa dessa forma, o livro do zagueiro do Corinthians está ai para provar o contrário.

O Jogo da Minha Vida

O Jogo da Minha Vida

Em sua obra,” O Jogo da Minha Vida – Histórias e Reflexões de um Atleta”, Paulo André narra a batalha própria, e ao mesmo tempo de muitos outros que resolvem se aventurar no meio futebolístico.

Os desafios enfrentados por centenas de garotos nos alojamentos de clubes. A dificuldade em atuar em times pequenos em prol de um sonho maior. Os empresários que se preocupam apenas em conquistar dinheiro fácil e rápido com as promessas do esporte. As barreiras de cultura, idioma e saudade quando se toma a decisão de jogar fora do Brasil. Além dos problemas físicos, como as temidas lesões.

Com texto fácil, porém muito bem escrito, envolve o leitor de forma a querer descobrir o que acontece por detrás dos luxos do futebol. Uma narrativa que quebra o mito do jogador, do boleiro, e nos faz enxergar nossos ídolos como verdadeiros atletas.

Nascido em Campinas, Paulo André Cren Benini tinha um sonho, assim como milhares de garotos brasileiros: ser jogador de futebol. Passou por duras experiências, desde a realidade das categorias de base à consolidação em grandes equipes.  Hoje, é um dos ídolos da fiel torcida e um escritor de excelência, além de artista plástico e modelo. Um cara de talento e inteligência ímpar, dentro e fora de campo.

“O Jogo da Minha Vida” é um livro que  nos faz refletir sobre o duro caminho até se chegar ao reconhecimento. Independente de ser no esporte, no meio artístico ou na vida, a perseverança e a dedicação são as principais ferramentas para garantir aquilo que realmente queremos. Escrito durante as viagens e partidas do Campeonato Brasileiro de 2011, afirma, com relatos divertidos e leves, que a vida não é fácil, mas se nos esforçarmos, podemos conquistar nossos maiores sonhos.