Reflexão: Fobias nossas de cada dia

Após quase um mês de recesso, a equipe (de uma pessoa só) do Diversificando-se volta à ativa, porém, dessa vez, o assunto é mais uma reflexão vinda de uma conversa entre amigas do que uma dica propriamente dita.

Vivemos em um mundo que está constantemente lutando pelo respeito às diferenças. Diferenças estas que se manifestam de todas as formas: seja pelo cor da pele, pela orientação sexual, classe social, etc. Entre todas as bandeiras erguidas, levanto a minha em defesa àqueles que sofrem dos mais diversos (e inusitados) tipos fobias.

FOBIA. De acordo com o dicionário: s.f. 1. Nome genérico das várias espécies de medo mórbido. 2. Aversão a alguma coisa. (Dicionário de Português Online Michaelis).

Sempre tentei entender de onde vinham as minhas. Trauma de infância!? Algum episódio que marcou minha trajetória!? Algum filme que vi!? Pensei, pensei e pensei até chegar a conclusão de que não existe uma razão real para os meus medos extremos. Consegui lembrar apenas da sensação de estar exposta a eles: palpitações, coração disparado, suor frio e etc. Lembrei também de como é ruim você se sentir na iminência de passar novamente por uma situação desagradável como essa. Durante todos esses pensamentos, lembrei também de todos aqueles que riram quando tentei desabafar. Que disseram coisas do tipo: “Nossa, mas nessa idade, com medinho!?”, “Para de frescura!”, “Que coisa ridícula” e afins.

O que essas pessoas não sabem ou fingem não saber é que, assim como a depressão (que muitas vezes é incompreendida), as fobias são doenças presentes em vários dicionários médicos e merecem a devida atenção. Muitos também não fazem ideia da dificuldade que é para o indivíduo assumir esse problema e encará-lo com naturalidade.

Não, eu não estou aqui para julgar ninguém. Apenas estou pedindo um pouco de respeito aos medos daqueles que os sofrem e, principalmente, daqueles que têm coragem suficiente para assumi-los. Não falo como blogueira, como jornalista ou como alguém que passou muito tempo estudando o assunto, mas sim como uma pessoa que luta, há praticamente 22 anos, contra seu medo de aves e de pessoas fantasiadas de zumbis, por mais diferente que isso seja.

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3 comentários sobre “Reflexão: Fobias nossas de cada dia

  1. As Carus disse:

    Oi Amanda!

    Olha eu aqui, num falei que eu vinha… heheh

    Realmente as pessoas tem uma mania ridícula de julgar os outros por tudo, seja pelo modo como se veste, como fala, pelos gostos, enfim, vamos espalhar pra essa gente que nós conseguimos ser feliz mesmo com os nossos medos. Só não podemos deixar eles dominarem a nossa vida, temos que controlar e manter o equilíbrio para assim viver, apesar deles.

    Vem conhecer meu blog quando puder, é meu e da minha irmã 🙂

    Beijinhos

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