Experiência: Viagem para Jericoacoara!

Planejar uma viagem sozinha é um desafio e, nesse ano, como não consegui coincidir férias com família, namorado e/ou amigos, essa foi a minha escolha. Meu destino inicial era o Chile, mas por ser a primeira vez que iria para um lugar novo totalmente sem companhia, acabei optando por um brasileiro. Depois de muito pesquisar, a ideia de conhecer Jericoacoara me pareceu a mais atraente. (É sério, você já viu as fotos daquele lugar!?)

Depois de conversar e acostumar a mamãe com a ideia, comecei a ler e juntar cada vez mais informações sobre o destino. E aqui vai a uma dica: use e abuse de sites/aplicativos com depoimentos e avaliações de viajantes. Assim você começa a ter uma base na hora de reservar sua hospedagem, escolher os passeios que quer fazer e cuidados gerais a serem tomados. Foi com base nestas avaliações que fiz meu roteiro, claro, adaptando aos dias nos quais a passagem aérea não era extremamente cara.

Minha viagem começou numa quinta-feira, com um voo com direito a conexão e tudo para Fortaleza. E lá passei a noite, em um hostel próximo à rodoviária que seria meu destino na manhã seguinte.

Como estava sozinha, optei por ir para Jericoacoara com o serviço rodoviário. Já tinha comprado as passagens de ida e volta pela internet e troquei os bilhetes no quiosque da empresa no aeroporto de Fortaleza, assim que cheguei. A viagem é longa, com cerca de 5 horas de trajeto em ônibus até Jijoca de Jericoacoara, mais 1h30/2h de Jardineira até a Vila. Uma coisa que valeu muito a pena foi que na própria Jardineira conhecemos um guia local que nos informou sobre alguns passeios pela região e deixou o contato que viria a calhar.

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Jardineira Simpática!

Logo que desembarquei, encontrei um cenário totalmente diferente daquilo que eu estou acostumada. Pra quem mora na região metropolitana e vai trabalhar todos os dias na capital do trânsito, dos edifícios, da modernidade, encontrar uma vilinha com chão de areia, ruas sem numeração e pessoas andando tranquilamente por aí não é difícil de estranhar. Do posto da empresa de ônibus segui para o meu hostel, praticamente a duas quadras de lá.

Mal fiz o check in e deixei minhas coisas no quarto, sai com mais duas garotas que estavam hospedadas no mesmo local para uma trilha ecológica em direção à Pedra Furada, um dos cartões postais de Jeri (apelido carinhoso da cidade). Vou falar com sinceridade que não foi a coisa mais fácil do mundo. A trilha conta com descidas e subidas complicadas, além do caminho de pedras. Mas é um visual que vale muito a pena.

Ao voltar para o hostel, já escurecendo, é possível ver que a vila não tem iluminação pública. As ruazinhas e becos são iluminados pelos restaurantes e estabelecimentos comerciais diversos. Apesar do ambiente rústico, o local é muito desenvolvido turisticamente. A oferta gastronômica é grande, há muitas lojinhas e barracas com artesanatos e souvenires e muitos estrangeiros andando para lá e para cá. Porém, muitos locais não aceitam cartões (ou oferecem um atrativo desconto para quem paga em dinheiro), portanto, vá preparado.

Para quem gosta de sair a noite, sempre tem alguma opção: um samba aqui, um forró ali, um reggae acolá. Mas eu, como não sou a pessoa mais da balada do mundo, me limitei a voltar para o hostel e dormir após a janta.

O dia seguinte foi dedicado ao passeio das lagoas. Fomos de van/pick up para quatro pontos: a Árvore da Preguiça, Praia do Preá, Lagoa Azul (chupa Brooke Shields) e Lagoa do Paraíso, a mais bonita e famosa de todas. O mais incrível é pensar que, mesmo com o tempo feio, com garoa e muito vento, o lugar continua lindo.

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Na volta do passeio, tentamos aproveitar outro ponto famoso da região: a Duna do Pôr do Sol. Mas, como no restante do dia, o tempo não favoreceu.

No dia seguinte, fizemos de buggy o passeio da Tatajuba, para o lado oposto da Vila. Confesso que andar de buggy é bem mais legal e lá é bem fácil de conseguir fechar o passeio. Na Rua Principal ficam vários bugueiros prontos para combinar os roteiros com os turistas. No nosso caso foi um pouco mais difícil por estarmos em três e faltava apenas uma pessoa para completar a lotação. Antes que você pergunte, sim, eles fazem o tour com menos gente, porém, consequentemente, fica mais caro pois o valor total é dividido por menos. Para nossa sorte, conseguimos um com o guia que nos auxiliou no começo da viagem e seguimos o roteiro por belas dunas, balsa, vimos cavalos marinhos, a região do mangue e uma praia bem agradável. Nesse dia pudemos contar com a presença do querido sol pra deixar nosso dia ainda mais incrível. No final, ainda pudemos ver um semi pôr do sol na duna. Uma experiência que, confesso, fez escorrer aguinhas dos olhos.

E antes que você ache que tudo foi perfeito, te digo que não! Bem na época que eu estava por lá, todas as pessoas começaram a passar mal por conta de uma virose. E, pra variar, acabei contraindo o vírus. No outro dia, fiz a mesma viagem longa de volta, mas dessa vez, graças àquele famoso remédio para enjoo, dormi o caminho todo.

Meu último dia, em Fortaleza, foi para me recuperar do baque da virose (e das queimaduras de sol nas costas e pernas) e, no final do dia, conhecer a famosa Feirinha da Beira Mar. O hostel onde me hospedei era no bairro Meireles, um ótimo lugar, com bastante coisa por perto e bem próximo à Av. Beira Mar, famosa pelo movimento na parte da noite. Era uma terça-feira e tinham muitos moradores e turistas caminhando, praticando esportes, saindo para comer…

No último dia, peguei o transfer do hostel para o aeroporto e voltei pra minha caótica São Paulo (lógico, depois de fazer escala no Rio e não ver a hora de voltar e matar a saudade da família e do amorzão).

Apesar do pequeno contratempo, foi uma viagem muito bacana, tanto pelo local como pelo crescimento pessoal que é viajar sozinha. Uma experiência que recomendo para todos. Você se sente mais confiante, mais livre, mais aberta para ver o mundo e conhecer pessoas. Mas isso já é conteúdo para outro post! 😉

Se você gostou do relato, teve alguma experiência parecida ou quiser alguma dica de onde ficar/o que fazer em Jeri, deixe seu comentário aqui ou lá no face. E não esqueça: Diversifique-se!

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